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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Preto

Sai preto, sai...
Você não pode ser um igual.
Sai preto; dessa vida de crer.
Do céu só caem as lágrimas dos deuses.
Preto, corra.
Preto, seja você mesmo.
Vai preto!
Por que fostes tão simplório.
Preto que não acredita em preconceito...
Preto que não aceita...
Chora preto,
Ao ver seu orgulho ser pisoteado.
Vai preto,
Ensine ao mundo que preto,
Negro, ou zulu;
Você tem alma,
Um coração pujante e como todos,
Também ama!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Marolar

Que pileque.
Ele está sempre a fumar,
Não se pensa em parar.
Em dias de abundância,
Fuma um, dois e até se perde a conta.
O tempo vai devagar,
Escorre pelas brechas de uma fumaça ou outra.
Vamos marolar.
Esse baseado, pronto, já vai ficar.
Puxa... E solta...
O céu não é o limite.
A brisa é monstra.
Põe um som aê...
Vamos viajar!
Fumar, fumar...
Mas fique atento,
Viciados tendem a roubar.
Não pode deixar-se viciar.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Lamentos

Quase um demônio,
Seu olhar podia ser sinônimo;
De dor.
Fez-me acreditar no amor.
Pra quê.
Iludiu-me com palavras bonitas;
Viu em mim uma alma limpa.
Você foi crasso;
Errou seu julgamento,
De mim só saem lamentos;
Pelo que podia ser,
Pelos sorrisos que podíamos ter dado.
Pelos dias felizes...
Se resta algo,
São só lamentos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Causa

Hoje abro a janela,
E deixo que a luz venha percorrer.
Hoje abro a boca,
E deixo o mundo ver.
Hoje estou sorrindo,
E não desisto de viver.
Hoje ando livre,
E não permito me conter.
Hoje tenho planos,
E os cultivo sem reter.
Hoje sou assim,
E não venha me dizer...
Seu preconceito imundo,
Estou aqui para combater!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Autoflagelo

Quem sabe fazer mal ao organismo não alivie
Quem sabe a dor na garganta não amenize a dor no peito.
Quem sabe o álcool não cure.
Te dei a chance de entrar na minha bolha e você disse não.
Não quero te perder,
Mas você escorre pelos meus dedos para o mundo.
Pra longe de mim, onde eu não posso te ver, te pegar... Te amar!
Talvez a cura esteja mesmo no autoflagelo, na degradação do corpo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Exposição

Ele julga sem ler.
Baseando conceitos em preconceitos e no seu medo de se expor;
Seu covarde medo do julgamento social.
Mas sabe ele que a sociedade não da a mínima,
Não se importa com sua medíocre vida;
Com suas privações de felicidade em prol do bem estar dos outros.
Temos o dever de ser...
Quem somos; Sem abnegações.
Reafirmar nossa identidade e dizer à sociedade: 
É assim que sou, aceite ou respeite; não admito malcriações.
Com o tempo, se sentirá livre e perceberá o quão bom é 
a brisa da liberdade de olhar para si 
e se enxergar como realmente se é.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Feudo

Será que um dia esquecerei.
Será que um dia deixarei ir,
O sentimento.
O primeiro olhar,
O toque ao te encontra.
Foi ali, num feudo qualquer,
Que eu me apaixonei.