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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Obesidade, Doença ou Neurose?

Buscar a forma ideal ou se enquadrar em um padrão que para alguns parece futilidade, mas para outros é uma questão de sobrevivência. Afinal, para muitos passar em uma catraca de um ônibus, entrar em um carro ou até mesmo andar em um brinquedo num parque de diversão é muito simples, para os obesos isso não é tão simples assim.

O mundo literalmente não foi feito para os obesos, como se eles não tivessem os mesmos direitos que nós, como se não fossem gente como a gente. São desrespeitados diariamente como se fosse uma escolha ser obeso, como se não sofressem de uma doença. Embora existam muitas formas para se tentar emagrecer como a cirurgia, os danos da obesidade vão muito além do físico.

Não é raro ver casos em que os obesos se mataram por problemas psicológicos. Por ter de aguentar a descriminação, rejeição e ser alvo de piadas por uma sociedade que se acha perfeita ao ponto de criticar os outros. Por mais que se recupere os danos físicos, o que acontece em muitos casos, os danos psicológicos, muitas vezes, são mais arraigados.

Em consequência disso nota-se uma baixa autoestima por parte dos obesos, complexos de inferioridade, dentre outros complexos. Mais que uma questão de estética para os obesos, emagrecer é uma necessidade pois a saúde é que está em jogo. Embora todos pensem “a saúde é o mais importante” no fundo os obesos gostariam de fazer parte do padrão predominante, poder comprar roupas em qualquer lugar, ser desejado(a) por muitos ou poder comer o que quiser sem preocupações, sem penitências ou arrependimentos.

Pensar que os obesos são culpados por sua doença é o mesmo que dizer que alguém é culpado por ter um câncer, é arcaico, desrespeitoso e sobretudo, desumano. No fundo o mal real da obesidade é a saúde, estando com ela em dia o resto não passa de preconceitos e ideologias baratas. Somos como somos, tentar mudar isso é hipocrisia. Aprender a viver com as diferenças e respeitar o próximo é a “missão impossível” que o ser humano tem de aprender e por mais que a evolução e os novos tempos estejam se impondo, as liturgias e paradigmas do passado vão sempre nos assombrar.

Obs. Exemplos de obesos saudáveis: Jô Soares, Oprah Winfrey, Faustão, Preta Gil... E a lista é bem longa.

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