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quarta-feira, 29 de junho de 2011

04 Estações

Quimera é a primavera, em tempos de seca sua chegada é mais que esperada, as plantas quase que se preparam para o grande dia. Rosas, tulipas, alecrim, almeirão e tantas outras num “ébrio” bacanal do crescimento, seus frutos chegam ao êxtase quase como uma glande pronta para explodir, seu principal adubo... A chuva, a mesma que vai caindo aos poucos respingando aqui e ali quando se percebe já está todo molhado e de banho tomado, com a alma transparente.

Consternação não define o verão, seu calor em excesso traz a transpiração um transtorno pouco compreendido pela nação, aproveitado pelo mercado da globalização. Pouco conhecido como canícula o verão pode se considerar cosmopolita.

Parônimo não se diz do outono, arvores floridas até flores como a margarida, folhas pelo chão que são levadas pelo vendo rumo à contramão frente a um abismo sem proporção. Tempo da colheita, decadência, declínio, o primeiro período da velhice.

Inferno similar ao inverno, frio bucólico e desmesurado, tempo do acaso e do declínio natural. Uma época vital para a evolução natural, basculantes fechados, a chaminé denuncia: O fogo é a única saída.

Obs. Uma brincadeira de rimas e um jogo de palavras. Esse texto é mais um da série dos textos numéricos, já foram publicados: 07 pecados, 07 virtudes 07 raios e 05 Sentidos.

2 comentários:

Denise disse...

O inverno para mim é o tempo para repensar. Muitos animais hibernam nessa época, não hibernamos, mas no frio acabamos ficando mais recolhidos, portanto qualifico como tempo para repensar-nos. Muita paz!

Denise disse...

O inverno para mim é o tempo para repensar. Muitos animais hibernam nessa época, não hibernamos, mas no frio acabamos ficando mais recolhidos, portanto qualifico como tempo para repensar-nos. Muita paz!