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quarta-feira, 22 de junho de 2011

É, o Que Dizer Dessa Raça?

Tão superior em sua grandeza, que sem muito esforço destrói, constrói, mata  -às vezes- ressuscita, causa dor e tira a dor. Uma raça repleta de amor, repleta de maldade e putrefações. Que tem vergonha de si mesma, que se ama “narcisistamente”, que tem ódio, que tem empatia. A besta está presente, ainda que presa dentro de cada um. A carne do arrependimento já não tem o mesmo gosto, o dia a mesma luz, a vida a mesma devoção.

É, o que dizer dessa raça? Que chora ao ver um filme, que faz chorar com seu banzé, teístas e deístas, politeístas e monoteístas... Se assustam com a menarca, seu relicário cada dia mais cheio “de besteiras” significativas apenas para o eufemismo ou a hipocrisia, de fato as similaridades as transformam na mesma coisa. Velhos de cãs com a glande já enrugada e a gônada murcha, seu espólio? A pluralidade do que é incipiente, ou seja, a inexperiência.

É, o que dizer dessa raça? Que aborta seu bem mais precioso, que dá à luz ao ser mais perfeito já existente. As flatulências póstumas dos algozes sob o efeito do elã nos corroí até hoje, a filosofia do mal que tende a nos enlouquecer, o tono da vida que insiste em se prolongar. No fim, não passa de colóquio, com sua fatiota de grife ou da 25.

É, o que dizer dessa raça? O ser incompreendido e desmamado, já em tempos rupestres saracoteavam na busca por respostas quando na verdade não passam de arquétipos. Até os caxias com sua doença. Para uma raça tão incerta e tão imprevisível não se pode dizer nada, só se pode admirá-la.

Obs. Esse texto contém uma série de analogias e indagações camufladas. É um texto subliminar feito para reflexão, ou seja, tem muitas mensagens ocultas, assim como muitos dos meus textos.

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