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domingo, 20 de novembro de 2011

Ônus

Nos pedem a transparência de um vidro.
Se pudessem nos limpariam como um vidro.
Nos infectam com o que chamam de filosofia,
dizem nos enxergar profundamente.
Pouco sabem de nós.

Como o vidro, somos formados pelos
pequenos grãos de areia.
Trincam nossa essência com a escatologia,
somos punidos pela banalização do mau,
pregam-nos a empatia, mas são algozes;
o inverso dos caxias e do puritanismo.

Diante de tanta coprofagia, só tenho uma palavra
                                                              [Chega!
Como o vidro posso ser pisado e até quebro,
mas com meus cacos... Te sangro!

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