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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Reflexão: Morte

Não existe ninguém neste planeta que não tenha passado pela morte, nem que seja de um estranho ou visto na TV, todos já a viram, de alguma forma. Vivemos no país mais católico do mundo, o catolicismo representa 73% da nossa população e a crença maior dessa religião e de várias outras é em um céu pós morte; o que gera uma contradição, pois se a morte existe como é possível reviver em um céu ou no Éden, seria na verdade um renascimento, o que não justifica o medo da morte.

Aliás, é por esse temor que as pessoas muitas vezes vão contra tudo o que acreditam, atreladas à esperança de continuar neste plano e preservar esta casca. Se vamos para o céu quando morrermos e se o céu é tão lindo como dizem, então devia haver filas enormes para as pessoas se matarem, mas e os pecados? Talvez isso explique o medo da morte, como as crianças não tem pecados devemos matá-las “por amor” pois vão para o céu, elas não tem pecado, dentro desta crença e não teriam culpa se as matássemos.

Morte não existe! O que existe é a transformação de um estado para o outro, é a evolução natural do ser, o escape da alma para outra casca ou seja, para outro corpo. Esse medo é irracional e quase que unânime, tendo fé ou não.

Eu não tenho medo da morte, mas sim da dor. Da dor que esse processo pode causar, dos momentos que o antecedem, do lugar -até então só imaginado- para onde vou. De fato a morte é algo que encabula muitas pessoas e vai ser sempre assim, equacionar é uma das variáveis básicas de um ser humano, não sendo diferente, aqui estou.

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