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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Caráter Social

Estamos infectados, minutos após nosso nascimento seu veneno se dissemina em nossas mentes, não temos qualquer chance de defesa; réus sendo julgados a todo instante, os olhares nos sentenciam -juntos- não há o que ser dito, o puritanismo toma conta. As faces se assemelham, a confraria dos algozes se torna unânime e a desvalorização do outro comum. A generalização e os estereótipos dão condimento a sua essência, profana para alguns, filosofia de vida para outros. Oculta atrás do nosso orgulho o que nos impede de mostrar nosso self, essa é a realidade dos seres quase digitígrados, montam sua estrutura cultural baseados no vazio de suas almas, na introspecção da sombra interna que insiste em reinar a todo custo; uma briga por controle que perdura toda a existência.

Um erro coletivo que faz parte do domínio da crença, não do conhecimento, que tem uma base irracional e por isso escapa a qualquer questionamento fundamentado num argumento ou raciocínio. Uma cola social que engloba mais que questões perceptíveis, o óbvio nem sempre é visto, e as multidões quase sempre estão equivocadas. Benefícios? Conceitos que estabelecem a prudência e são baseados em estatísticas reais, nos ensinamentos de Deus ou no instinto humano de autoproteção. Escondido atrás do amor ele vai se entrelaçando em nossas vidas.

O plancto da sociedade é a esperança, às vezes, a utopia vira uma caverna quente e segura em um mundo frio e perigoso. Quando essa segurança é ameaçada, de forma direta ou não, nos transformamos em verdadeiros monstros prontos para o ataque, vivendo uma realidade irreal, presos dentro de si mesmo. Com as armas a postos e carregadas, qualquer mínimo movimento se torna uma ameaça. Essa aversão ao diferente ou ao inusitado funciona desta forma: Criamos uma ameaça, onde às vezes não há, à nossa zona de conforto, aos nossos valores ou naquilo que acreditamos. Com isso, surge a necessidade de agressividade, a mente entra no “modo de defesa” e a compreensão torna-se impossível.

O contraponto tem como base o respeito, desejado desde os primórdios da terra, antes mesmo dos tempos rupestres, ainda sem percepção... Já havia a necessidade de humanismo. Hoje, mais que nunca, uma lavagem cerebral deve ser feita; uma nova cultura implantada, novos valores criados para que a desigualdade não seja tão incentivada como vem sendo ao longo dos anos. Um grande desafio -confesso- principalmente com o avanço “torto” que podemos observar na contemporaneidade.

É notável que para haver tanta transformação seja necessário muito tempo, não nascemos como somos hoje, ficamos assim por adaptação e assim vai ser até o fim da vida. Adaptação significa melhorar o existente, excluir o ruim; sendo assim, lutar contra as sombras que nos cercam. Nossa principal arma é a luz; temos que nos entregar ao amor, como consequência vem a empatia, o respeito e o altruísmo.

Obs. Um texto que fala sobre o preconceito, que define parte do caráter social, a ideia principal era montar um texto que falasse sobre o preconceito sem que seja, necessariamente, usada a palavra preconceito e de uma forma indireta todos sabem que se fala sobre o preconceito, como seria muito obvio usar esta palavra como título senti a necessidade de usar um título mais coerente com o que propus.

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