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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Medo

Seu corpo para, sua alma chora, preso dentro de si mesmo a única saída é se enclausurar nas fissuras existentes em função da fraqueza latente nas nossas ações. A estagnação se mistura à inércia que no fim resulta na mesma coisa e perante este processo de “você contra você mesmo” a escolha, que neste momento, parece a certa é um erro cometido por quase todos. A entrega de si mesmo parece inevitável, a desistência nos assola diariamente, no pulsar do coração, a cada busca incessante por ar puro. Petrificado diante de uma sociedade que nos apressa, nos empurrando em abismos que muitos caíram, mas que poucos se precavem de futuras quedas.

Afirma-se que ele é o maior inimigo do homem, está quase sempre atrelado ao fracasso, às doenças, relações destrutivas e ao sobrenatural. Ele tem como fundo principal um estímulo físico ou mental, baseados na interpretação ou objeto. Sua ênfase seria o pavor, que pode gerar depressão e pânico, diferente do terror que causa reações físicas como descarga elétrica da adrenalina, aceleração cardíaca e tremor. Tudo isso é vivido e sentido por milhares de pessoas no mundo todo, não há um único ser que não tenha sentido medo, sua função até pode ser a de nos proteger “Um ser humano sem medo é um ser humano sem limites”, mas ainda assim ele nos priva de grandes realizações e se deixarmos, nos priva à vida.

Se olhar ao redor o medo torna-se inevitável, enxergar dentro das pessoas, sentir suas angustias, ter clareza no que se refere à verdade em meio a tanta balburdia não é tarefa fácil, um dom que poucos desenvolvem, mas que causa arrepios. Não se impressionar com os fatos que ocorrem diariamente é se fingir de cego, uma fuga, a defesa que para muitos é uma forma de vida. O reduto com base na utopia e na fantasia está cada dia mais amarrotado de simploriedade, evocam suas forças em prol da esperança, tão desfigurados por dentro que sangram sem parar, suas tentativas de estancar tal sangramento tornam-se inúteis diante de tamanha lacuna que se forma perante o mundo das complexidades e das inverdades absolutas, em função de dor e sofrimento sua expressão é o ódio arraigado ao medo, como dizem: “A melhor defesa é o ataque”.

Viver em meio a essa turbulência parece impossível, mas só diante da quebra na zona de conforto é que evoluímos, antes e depois, somos e seremos eternos aprendizes da vida. Aprendendo o que não se sabe, de forma sofrida e dolorosa, com uma técnica simples, mas jamais compreendida.

Obs. Este texto teve início no dia 16.11.2011 e foi concluído no dia 21.11.2011.

Um comentário:

KarolineSoares disse...

Um dos melhores textos que já fez meu amigo. Parabéns admiro tudo que faz.