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domingo, 25 de dezembro de 2011

Respingos de Uma Desilusão

Acordei no meio da noite, ainda sonolento.
Lá fora chovia fortemente,
os ventos derrubavam as pitangas
                                  [do vizinho,
que estavam vermelhas de maduras.

Dentro de mim também chovia fortemente.
Queria voltar a dormir, mas algo me impedia.

A janela da sala estava batendo

                               [sem rumo,

como se pedindo para ser fechada.



Sozinho naquela noite, meio singular,
tentando voltar ao que me parecia estar bom,
o sono me consumia, mas eu não podia dormir.
A janela já estava fechada, o vento já tinha parado,
assim como a chuva.
                                        [ Mas meu coração não.

Karoline Soares/Henrique Abrantes

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