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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Escravidão

Um eclipse total e de forma inexplicável está tomando conta da sociedade, o cume da incipiência do processo se da no rapto de seres humanos, presos a grilhões são tidos como mera mercadoria, força de trabalho, réus em um eterno julgamento, capachos. O valor de cada um tem suma importância, não pela vida, mas pela avareza, são analisados a todo momento, dentes, músculos, tamanho. Uma sociedade doente, onde os valores são pisoteados, onde a dignidade das pessoas não conta, onde o lucro e a ganância fazem parte de um desenho superior no qual o homem se torna somente objeto e jamais sujeito. Animais tem melhores tratamentos que esse povo, vestidos aos trapos, famintos por liberdade e por comida são transportados e os poucos sobreviventes são vendidos para os mercenários que os usarão até a última gota do seu suor.

Onde chegam logo estão sob o olhar atento dos de má índole, a desconfiança é iminente; negros, zulu, macacos, pretos, urubus, apagão, blecaute... são muitos os apelidos que por dentro ferem mais que as chibatadas que levam no açoite. Na cidade grande as coisas são mais “disfarçadas” procurar emprego sendo negro, comprar alguma coisa, ser mais que empregado nas novelas, auferir destaque na sociedade parece impossível para eles.

Os iguais podem se xingar livremente, os diferentes se o faz, são presos e massacrados. Estamos presos dentro do nosso próprio sistema, tamanha força de indução nesta questão, ao ponto de todo um clã tomar isso como filosofia de vida, arruinar todo um sistema em prol de uma ideologia barata e fundada em argumentos fragmentados e com base na maldade humana. Mulheres, crianças, escravidão doméstica, prostituição forçada, escravidão sexual, casamentos forçados, venda de esposas, servidão infantil, tudo isso configura o cenário que estamos vivendo em pleno século XXI, difícil de acreditar que seres tão evoluídos sejam capazes de praticar tais atrocidades.

Presos ao tronco sofrendo as maiores violações, temos a certeza de que não se trata da criação de Deus pois ele “criou o mundo, e o homem criou dinheiro, crack e cocaína, bebida e puteiro”. Anomalias constituintes da sociedade moderna, mas que não interferem no equívoco geral. Irmãos no criacionismo, estranhos na vida real, em síntese uma palavra reflete a necessidade ampla e universal, empatia.

Obs. A frase que está entre aspas ( “ ) é um trecho de um Rap do grupo “A família”, o Rap se chama Castelo de madeira.

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