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domingo, 22 de janeiro de 2012

Fecho os Olhos

Eu, às vezes, fecho os olhos:
Guerras civis, fome no Haiti,
egos se gladiando, orgulho inflado.
Nas muitas noites em que não durmo,
me pergunto: Por quanto tempo
ficaremos infectados pela violência
da sociedade. Até quando nos faremos
de blasé aos estupros que sofremos.

Eu fecho os olhos, sim! Para tentar não ver.
Para fingir que não está acontecendo,
por medo. É inútil, eu sei.
As imagens se transpassam para além da visão,
o dia fica mais escuro, a neblina mais densa
e a tempestade mais intensa.

De olhos fechados imagino um mundo
onde as lágrimas são proibidas,
a dor erradicada e o sofrimento extinto.
Mas esse mundo, de fato não existe,
talvez eu seja louco... De acreditar,
entretanto, minha loucura me da
esperança e é ela quem me faz sonhar.

Dedicado à Karoline Soares

Um comentário:

Silas disse...

Ótimo poema. Parabéns Henrique.