Conscientização,
essa é uma palavra que tem se repetido várias e várias vezes em
minha cabeça e nas campanhas publicitárias em diversas formas
midiáticas, diante desta ideologia que se faz crescer cada dia
mais, nos perguntamos: Porque durante anos fomos cegos frente a
valores que só agora estamos tentando enraizar? Porque não vimos
a destruição quando encontrava-se incipiente? Porque não evitamos
que o leite fosse derramado? ( … ) Conscientização se houvesse um
ensinamento a ser feito hoje em dia, seria esse, quais as bases se
estrutura essa simples palavra, se não a do respeito, amor e
humanismo. Embora muito presente em nossas cordas vocais é quase uma
raridade sua pratica, isso porque estamos em um sistema fechado onde
o novo é excluído e o vintage é ultrapassado, nem óculos nos
daria a visão de que precisamos.
Todos nós
sabemos que um bom cão não late, ele morde, dorme o dia todo para se
manter alerta a noite e sua fidelidade é inquestionável; Diferente
dos animais nossa raça não pode ser lida com tamanha facilidade e
por mais que se pesquise cada descoberta nos leva a mais e mais
indagações em um processo quase interminável. Na natureza podemos
observar um amplo ecossistema plenamente litúrgico, há um ritual
previsível acontecendo a todo instante e o equilíbrio é quase
preciso. Seres quase digitígrados que ostentam grandes construções
e aparatos tecnológicos úteis apenas para seu próprio conforto, ou
seja, nós humanos afetamos todo esse equilíbrio, queimam, destroem,
cortam e causam devastações enormes em prol apenas da avareza
disfarçadas em “ganhos sociais” - o bem da humanidade - visto de
outro ângulo não passa de egoísmo.
Uma raça
como a nossa não tem se quer o direito de habitar este planeta, de
pisar nessas terras que não são nossas, mas que usurpamos por não
haver quem brigue por elas. Cada vez que pensamos mais sobre este
assunto percebemos que o conceito de conscientização se perde em
meio a faces que se assemelham; Quantos inocentes precisarão
derramar mais lágrimas para que esta ideia seja adotada e o comportamento seguido, não basta só saber o que é certo ou errado,
isso todos nós sabemos. Parece que cada vez mais somos
tendenciados e predestinados a fazer as escolhas erradas, como se
toda a racionalidade não valesse de nada, como se os conselhos não
passassem de escatologia ou pura balela, algo me diz que é preciso
ir muito mais a fundo para que o EGO desses que se dizem melhores, seja atingido, seja rompido e a culpa sobre-caia nos verdadeiros
culpados.
O vento
sopra em várias direções e nos guia por caminhos até então
desconhecidos, sua força as vezes é brutal, para nós sua ajuda é
primordial. É assim que eu vejo a sociedade em geral, invisível a
olho nu mas com uma força capaz de destruir grandes estruturas,
derrubar cidades e mover montanhas, é como se todos fossemos parte
da sociedade ao mesmo tempo em que nenhum, em particular, a integrasse. Disseminar um conceito diante de tantas distrações e
formas tão fortes de manipulação e veiculação de balelas é mais
difícil que evitar o fim do mundo, ouvir a TV é mais confiável do
que ouvir um amigo, um pai ou um professor.
Obs.
Este texto é uma crítica á uma série de coisas, em especial a
falta de conscientização das pessoas, o porquê das pessoas saberem
que algo é errado e ainda assim fazer, porque não se preocupar com
o futuro...enfim.


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