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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Escassez da Água

A escassez da água é um problema ambiental cujos impactos tendem a ser cada vez mais graves caso o manejo dos recursos hídricos não seja revisto pelos países. Atualmente, mais de um bilhão de pessoas já não têm acesso à água limpa suficiente para suprir suas necessidades básicas diárias. A pecuária, que por vezes contamina rios e lençóis freáticos, contribui de maneira decisiva para a escassez da água, uma vez que, de acordo com relatório publicado em 2003 pela FAO, para se produzir 1 kg de carne são consumidos cerca de 15.000 litros de água, enquanto são necessários apenas 1.300 litros para se produzir a mesma quantidade de grãos.

A quantidade de água doce no mundo estocada em rios e lagos, pronta para o consumo, é suficiente para atender de 6 a 7 vezes o mínimo anual que cada habitante do planeta precisa. Apesar de parecer abundante, esse recurso é escasso: Sua distribuição é irregular e ainda há o desperdício. Aproximadamente 70% da superfície terrestre encontra-se coberta por água. No entanto, menos de 3% deste volume é de água doce, cuja maior parte está concentrada em geleiras, restando uma pequena porcentagem de águas superficiais para atividades humanas.

Distribuição da água no planeta:

97,5% oceanos(Água salgada)

2,5% É água doce e está distribuída da seguinte forma:

29,7% Aquíferos

68,9% Calotas polares

0,5% Rios e lagos

0,9% Outros(nuvens, vapor d'água, etc...)

O Brasil é um país privilegiado com relação à disponibilidade de água, detém 53% do manancial de água doce disponível na América do Sul e possui o maior rio do planeta, o rio Amazonas. Ainda assim o país sofre com a escassez da água potável. A má distribuição torna-se cada vez mais alarmante: Aproximadamente 72% dos mananciais estão presentes na região amazônica, restando 27% na região Centro-Sul e apenas 1% na região Nordeste do país.

Vai faltar água? Segundo as projeções mais recentes da ONU, no ritmo de uso e de crescimento populacional, nos próximos 30 anos, a quantidade de água disponível por pessoa estará reduzida a 20% do que temos hoje. Cerca de 480 milhões de pessoas são hoje alimentadas com grãos produzidos com extração excessiva dos aquíferos.

A maior cidade do país, São Paulo, está perto do limite. O volume de água de rios e represas disponível hoje é praticamente igual à demanda da população. A metrópole, de certa forma, já importa água. As represas metropolitanas, abastecidas por nascentes só dão conta de metade do consumo da cidade. O resto é bombeado da Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, cujas águas naturalmente correriam pelo interior do estado e São Paulo não é o único estado com problemas deste tipo.

Países que mais desperdiçam:

Consumo per capita por dia (em litros)

1. Estados Unidos - 575
2. Austrália - 493
3. Itália - 396
4. Japão - 374
5. México – 366

12. Brasil - 187

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que cerca de 1,1 bilhão de pessoas (18% da população mundial) já sofrem com escassez, índice que pode atingir 45% em 2050. Muitas fontes de água doce secarão ou estão poluídas. Quase 24% de toda a população do continente africano já sofre com o estresse hídrico (Consumo de água superior aos recursos renováveis de água doce). Grande parte do Peru e algumas áreas do México e América Central também já se encontram nesse estado, segundo a comissão Econômica para a América Latina e o Caribe - CEPAL; Na China, Índia e Tailândia, a situação é crítica.

Afinal, qual o problema?
  • O aumento da população mundial;
  • Poluição provocada pelas atividades humanas;
  • Consumo excessivo e desperdício;
A população mundial aumentou três vezes durante o século XX; no mesmo período o volume de água utilizada aumentou aproximadamente nove vezes. Ou seja, o crescimento populacional e o consumo desenfreado tornam-se cada vez mais incompatíveis com a quantidade de água disponível.

Por mais sérias que sejam as crises financeiras, de alimentos ou de energia, nenhuma delas é tão ameaçadora em relação ao futuro da humanidade quanto a perspectiva de escassez da água. Não dá para incentivar a fabricação de água por meio de pacotes econômicos e com ajustes nas taxas de juros. Tampouco é possível substituir a água por uma substancia alternativa, como se faz com o petróleo, que pode ser trocado por outras fontes de energia. Não existe nenhuma “bioágua”. A água é um direito humano e todos devem ter acesso a ela em quantidade e qualidade suficientes para garantir saúde, o desenvolvimento econômico e o bem-estar social. Mas diante da escassez, a água cresce de valor econômico e num futuro próximo, se nada mudar, seu valor estará nas alturas e só a elite terá acesso.

“Se não cuidarmos da água hoje , amanhã a água mais limpa que teremos será a água de nossas lágrimas”. Autor desconhecido

Obs. Neste texto eu retorno às minhas origens; já falei sobre a água antes a fazia um tempão que eu não escrevia um texto nesses moldes.

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