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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Vermes

Agora escrevo para “os miseráveis que vagam pelo mundo, derrotados pra essas sementes mal plantadas que já nascem com cara de abortadas, pras pessoas de alma bem pequena remoendo pequenos problemas querendo sempre aquilo que não têm, pra quem vê a luz mas não ilumina suas mini-certezas vive contando dinheiro e não muda quando é lua cheia, pra quem não sabe amar, fica esperando alguém que caiba no seu sonho como varizes que vão aumentando, como insetos em volta da lâmpada”¹ esses não são dignos se quer de serem lembrados. Vivem suas putrefatas vidas submersos em um mundo de utopia onde a hipocrisia reina e a falsidade é a base. São tão familiarizados com a mentira que ela acaba por ser sua única verdade. Restos de excremento tem mais valor do que esses que se dizem humanos, não passam de fracos. Suas almas cheiram tão mal quanto o chorume que escorre por dentre a podridão de seus pensamentos.

Quando fecham os olhos mal conseguem refletir, os gritos e gemidos ecoam por dentre o cérebro, cortam-lhes o coração. Os desejos retrancados e olhares disfarçados são cada vez mais evidentes e as verdades cada vez mais se mostram vivas e latentes. Mas só os sábios sabem: “Aquele que não quiser morrer de sede entre os homens deve aprender a beber em todos os vasos e aquele que quiser permanecer limpo entre os homens deve aprender a lavar-se em água suja”².

Esses que estão distantes do ideal intelectual conhecem uma outra realidade, um mundo no sub-mundo, onde dividem a casa com os ratos e vermes, tidos como pragas urbanas. Sua filosofia e sabedoria pode ser resumidas em uma frase: “Deus criou o mundo, e o homem criou o dinheiro Crack e cocaína, bebida e puteiro [...]”³. Navegar contra a maré dos valores, que não valem nada, é quase impossível e apenas algumas anomalias obtêm êxito nessa missão, mas tudo isso não passa de ilusão.

Obs. Alguns trechos do texto estão entre aspas e fazem referencia a alguns gênios. Seguindo a ordem cronológica:

( “¹ ) Faz referencia a uma música intitulada “Blues da piedade” composição: Cazuza.

( “² ) Trata-se de um trecho retirado do livro: “Assim falava Zaratustra” Nietzsche

( “³ ) Faz referencia a um trecho da música: Castelo de madeira Grupo: A família

Este texto teve início no dia 19/03/2012 e foi finalizado no dia 22/03/2012.

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