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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Guerra é Guerra

A fraqueza me bate à porta, não a deixei entrar, mas ela é incisiva e muito mais forte do que eu. Toda vez que vou ficar doente consigo prever esse momento dias antes e até o estágio em que está; sinto todos os vírus caminhando pelo meu corpo e consumindo minha energia vital. Sei que parece surreal, mas é verdade.

Uma grande guerra começa a se formar, de um lado os vírus, me atacando sem dó nem piedade; do outro os meus soldados, os anticorpos. Sempre que sinto os meus soldados se enfraquecerem mando reforços e começo a tomar mel, uma ajuda e tanto, mas só no extremo é que chamo força maior e o exercito é convocado, no hospital um batalhão me socorre.

Se ainda assim não estiver ganhando, uma ajuda internacional é necessária e os médicos estrangeiros representam o fim da linha. Até hoje nunca precisei e agradeço por isso. Espero nunca precisar, como ia dizendo a fraqueza me bate à porta e o vírus já se encontra no meu sangue se disseminando por meus vasos, saltando no meu coração completamente destruidores.

Me sinto bem melhor, mas sabemos que em uma guerra ninguém nunca sai inteiramente bem, sempre nos machucamos e fragmentos de nós mesmos se espalham pelo campo de batalha. Como em toda guerra que chega a o seu fim o prelúdio de uma nova se inicia e o campo de batalha, ainda que molhado, está pronto para mais uma.

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