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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Humanismo ou Profissionalismo?

Ao se fazer uma breve análise da sociedade, pode-se afirmar que muitas pessoas não deveriam exercer a profissão ao qual estão designadas e seguem diariamente; por falta de empatia, humanismo e até mesmo por falta de vocação. A necessidade faz com que as pessoas procurem pela enfermagem, mas se esquecem que ao assumir um cargo desse porte se assume uma responsabilidade, uma obrigação, que vai muito além de só receber o salário no final do mês.

A responsabilidade de um médico/enfermeiro não é só aplicar medicamentos, mas tratar as pessoas como seres humanos e não como objetos, elas têm nome e sentimentos. Merecem a cordialidade básica que uma sociedade civilizada deve ter com o outro. Ao trabalhar em um hospital, asilo e posto de saúde estaremos convivendo com pessoas com diversos tipos de necessidades, alguns com facilidade em se comunicar outros nem tanto.

O mal da sociedade contemporânea e principalmente futura, dizem, ser a depressão; porém pode-se observar que o mal da sociedade é a ansiedade. O dia a dia do trabalho causa estresse naturalmente e nem todos conseguem esboçar um sorriso, ser simpático ou dar palavras de esperança quando se está sob o efeito do estresse e principalmente pela pressão que há nessa área por estar lidando com vidas. Mas nem por isso podemos destratar os pacientes, porque não foi uma opção deles estar em um leito de hospital, dependendo de terceiros.

Em virtude dos fatos mencionados, espera-se de um médico a perfeição, porém como todo profissional estão passíveis de erros e antes de mais nada são pessoas que, também, têm suas necessidades emocionais, e tem lá suas dificuldades em separar o pessoal do profissional. Todos nós um dia vamos adoecer, cedo ou tarde, o mínimo que se espera é um tratamento digno.

Obs. Este texto foi escrito no dia 31/03/2012 em parceria com a escritora e futura enfermeira, Lucrécia Gonçalves.

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