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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Reciprocidade

Tudo se podia, o proibido não existia.
Brincávamos na rua, eu era a polícia depois o ladrão, depois era o goleiro, o atacante... Num instante estávamos em outra dimensão, não tínhamos qualquer noção de tempo e espaço. Tudo era muito rápido e imediato, como em um filme de ficção cientifica. Fazíamos o que fazíamos e sabíamos que não era permitido; um e depois o outro. Era singelo, poético. Para os pais não passava de aberração e inaceitável, eles se esquecem de sua infância. No instante seguinte éramos apenas amigos -de novo- e tudo recomeçava. Não entendia por que fazia, só gostava do que sentia. Sem pretensões, apenas emoções, não havia gozo apenas euforia, um e outro; sem regras, sem pudor ou qualquer arrependimento. Éramos felizes!

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