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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A Era do Chauvinismo

Sinceramente, são poucas as burrices que me incomodam tanto assim, mas diante de tamanha imbecilidade eu não poderia me calar. 

O Brasil é um país que tem como estrutura uma sociedade que desconhece certos valores pregados pela maioria, como a MORALIDADE, a HONESTIDADE e a ÉTICA. (Da mesma forma que esta no ranking dos 100 países mais caridosos do mundo, segundo o instituto Gallup e pela ONG Charities Aid Foundation, ambos americanos). Dentro desta ambiguidade há uma série de conflitos e má formação cultural, que aliados a um bando de golpistas manipuladores se torna uma arma mortal. Não basta ser leigo, tem que se manifestar; Não basta ser massa nas mãos dos outros, tem que se expressar na base da violência -a maior atrocidade humana-. 

Em meio a tantas campanhas políticas onde vemos a mídia fazer média sobre tantos temas como: Não ao racismo, não à homofobia, não à bebida e volante, não à violência contra a mulher, não a isso... não àquilo. Somos tendenciados e movidos por planos audaciosos. Classificação indicativa na TV, e agora na TV por assinatura e internet, câmeras de vigilância por toda parte, simulando uma sensação de segurança em todos. O conforto de que precisamos. Estamos perdendo nossa liberdade e privacidade se é que as temos. Fragmentos de sua essência se misturam ao pouco que nos é de uso fruto.

Esse é o processo mais perigoso de manipulação que existe no mundo, você cria um problema a dá como solução uma prisão perpétua sem dó nem piedade. E uma pergunta se faz presente: Por que ninguém vê isso? Oras, é bem simples, é mais interessante saber o que vai acontecer na novela do que ler um artigo científico; É mais interessante pisotear pessoas em estádios de futebol do que cursar uma universidade. A falsidade, a dor, o sofrimento, é mais interessante do que o conhecimento. A religião é mais amortizante do que a sua própria alegria.

Já aconteceu antes, como exemplo o Big Brother, e não, não estou falando do reality show. Agora está acontecendo de novo, bem na nossa cara, uma série de ilusões que nos levam a crer em soluções que mais fragmentam o que está bom, do que fomentam soluções para o que está ruim.

Senado aprova reserva de 50% das vagas nas Universidades federais 
para cotas raciais e sociais 

“A reserva será dividida meio a meio. Metade das cotas será destinada aos estudantes que tenham feito todo o ensino médio em escolas públicas e cujas famílias tenham renda per capita até um salário mínimo e meio. A outra metade, ou 25% do total de vagas, será destinada aos estudantes negros, pardos ou indígenas de acordo com a proporção dessas populações em cada estado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em São Paulo, por exemplo, aproximadamente 30% da população se declara negra, parda ou indígena. Já na Bahia, esse número chega a cerca de 70%. No caso de não preenchimento dessa cota racial, as vagas remanescentes serão ocupadas por estudantes que fizeram todo o ensino médio na rede pública.” IG. 

Mais que uma medida centralizadora, autoritária e que destrói a autonomia das universidades. É uma burrice coletiva. A Universidade de São Paulo (USP) configura a posição de número 178 na lista das melhores universidades do mundo, feita pela Times Higher Education, de Londres, na Inglaterra. Uma posição nada agradável, mas é a única de toda a América Latina. Ou seja, o ensino já não está tão bom assim fazendo a seleção dos melhores do país, imagina você colocar 50% de analfabetos por pura obrigação. (Clique Aqui). Será uma defasagem geral, uma abrupta queda geral da qualidade do ensino. Uma tentativa desesperada para resolver o real problema: A educação pública é um caos; ainda com a “super criação” de Mário Covas e aquele que já foi seu vice, Geraldo Alckmin, com sua progressão continuada, onde independente da nota você não reprova a série. Um sistema que é elogiado por muitos, mas que precisa de um esquema muito bem estruturado para funcionar, coisa que não existe na educação brasileira e isso é fato! Também é fato que a maioria dos estudantes não tem o menor interesse nos estudos, (Clique Aqui) mal sabem quem é o vice-presidente do próprio país. De quem é a culpa de tudo isso? 

Eu acredito, sim, na meritocracia. Independente do que você é, da sua cor, do seu sexo, da sua sexualidade, da sua posição social. Se você merece estar em uma universidade, você certamente estará. Não é porque o ensino público é ruim que isso se torna impossível. Como alguns conseguem, eles são só uma exceção a uma regra fixa?[...] Ou eles são reais merecedores, são mais dedicados e estudiosos?

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