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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ofídios do Mal

Sempre sendo maléfico e cruel, sempre sendo mau e desumano. Assim sou eu, um demônio no meio de canduras. Como não beber do seu néctar de inocência, como não infectá-lo com o meu veneno vil e amargo. Essa é minha verdadeira face, é assim que eu sou. Como da sua carne e roubo-lhe a felicidade, o amor e a esperança; no lugar deposito a dor, o sofrimento e o vazio. Sou um mostro e te faço acreditar em mentiras absurdas, te dando a ilusão de conforto e verdade. Como um vírus multiplico-me rapidamente, busco o poder, a luxuria e alimento meu ego constantemente. Não há redenção, não há glória, céu ou perdão.

É assim que eu sou. Te jogo numa cama, te faço de vassalo, te domino por completo e dou-lhe as ordens de que precisa. Penitências não te darão o socorro que insiste querer, oferendas não me agradam. Só o que me acalma é o seu sangue escorrendo pelas arestas do meu mundo.

Assim sou eu, um demônio que se espelha em você. A serpente maligna que nos induz ao mal e nos eleva. Escondo-me em buracos sociais, uma eterna farsa. Atrás das máscaras estão meus superiores, disfarçam-se bem e vão mais longe do que eu. São merecedores dos maiores prêmios pela graciosa atuação no palco da vida real, sua técnica: a dissimulação e a hipocrisia. Olhar nos olhos é fácil, disfarçar as pupilas, aliviar as tensões...

Assim sou eu... NÃO! Assim são vocês, uma imagem falsa, uma construção indigna e barateada. Divulgada e disseminada em todas as mentes que dão vazão àquilo que não à razão. No fim, ao olharmos no espelho vemos claramente quem somos, e só o que lhes resta é a esperança e nem isso eu lhes darei.

Assim somos nós, demônios.

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