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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cotidiano

Começamos com aquele Bom Dia, precipitado em sua essência, à covardia. Ligados por uma membrana nos esquecemos das pobres almas no purgatório do pós morte, escarramos pra cima e esperamos que o vento traga aquilo que não tivemos coragem de buscar.

Passamos para aquela Boa Tarde mediana e sem sentido, quase conspícuo. Manteiga no pão ou Romeu e Julieta. Não é hora para isso. O café já esfriando na mesa em uma fumaça ensaiada, quase esperada.

No fim uma Boa Noite, vazia, repleta de maldades em um mundo de fantasias. O sono não vem, sonhos impossíveis, terminamos onde começamos. Bom dia!

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