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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Maldade Divina

Os deuses são reflexo do homem, porque foram criados pelo mesmo. Têm os mesmos defeitos, os mesmos preconceitos e acima de tudo, o mesmo prazer pelo julgamento alheio. Mentir ou ocultar suas verdades parecem-lhes coerente. A mentira em si não tem valor, a seus olhos. Uma construção irreal de si é mais sólida que a verdade. Sofrem por isso. Em sua dor há ódio, o repúdio àqueles que do sujo bebem, que de uma vergonha sorriem. A felicidade incomoda, quando não aceito quem sou e vejo alguém sendo feliz depois de se aceitar, isso dói. A expressão, nem sempre é com palavras, nas profundezas da maldade humana essas mentes mergulham, vivem pelo ódio e dele se alimentam. Recarregam-se nos deuses, um alimento que os próprios criaram e nem se dão conta disso. Sob justificativas infundadas agridem a todos, sem limites. Com palavras esfaqueiam almas, roubam sorrisos, destroem vidas. Direito de expressão ou será livre malhação. Os excessos quase sempre são ruins, eles não sabem disso. Também não sabem, que qualquer palavra se não tiver no seu âmago o amor deve ser evitada. Não tem noção que suas ideologias afetam a todos. Talvez o normal nem sempre tenha que ser comum, talvez o comum nem sempre seja normal. Colheres de desprezo, em uma doze mortal. No fundo odeiam a si mesmos, mas não percebem. É mais fácil negar, grita o inconsciente. Os poucos que se resolvem, já estão infectados, sua felicidade nunca será plena, enquanto todos não aceitá-la. Almas frias, mentes poluídas, corpos fortes, mentalidade fraca.

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