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quarta-feira, 24 de abril de 2013

O Zé

O Zé não faz ideia das verdades que o norteiam, ele vive numa bolha, tem certezas que qualquer sábio jamais teria. Como ele, existem outros. Na interface da justiça lhe convém deturpar, uma membrana fina de história em sua boca vira estória. Ele é culpado, por saber e não falar, por rezar e ainda assim pecar, por desinteresse na verdade defecar.

O Zé nada tem, seu carro de luxo é apenas dinheiro, sua fama de mulherengo é o seu orgulho. Ele é culpado, solidifica e ratifica o que para os outros é admirável; Uma mentira desgarrada, desfragmentada de um conceito racional que os anos só fizeram mal.

O Zé nunca mudará, sua verdade é inquestionável; Ele acredita que está fazendo a coisa certa, como diz Stephen Hawking: “O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão de conhecimento”.

Aos poucos, aceitável essa verdade se tornará.

Triste futuro de uma sociedade emergente que se afunda em ilusões, auto aprisionando mentes sãs em um eterno paradoxo. Quanto mais orgulho o Zé tem de suas conquistas, maior é sua prisão psíquica. Seus valores são mentiras.

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