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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Consciência Moral

Uma luz no fim do túnel, uma neblina densa a encobre. A mil por hora, o tempo é meu aliado. Turbina de esperança, a pomba branca, o graveto ou folha verde. Pude ver mais do que gostaria, não tanto quanto deveria, mas ali estou, vislumbrado com o fim. Por instantes, carros cruzam meu caminho, armas em punhos fechados... Ouço o gatilho -vão atirar- a velocidade triplica. Tiros para todos os lados num túnel que nunca chegava ao fim. Seria a máfia, de fato tenho negócios contraditórios com alguns protagonistas de sua trupe. Seriam os corruptos, entreguei um deles há pouco. Não! Só pode ser minha esposa, como ela descobriu, não sou santo e parece que 20 anos de casamento fizeram essa informação clarear em sua mente. Não sou cruel com quem amo, mas não assinei nenhum contrato de fidelidade e tenho plena certeza de que ela também não. Uma pancada em cima do carro, um capanga pendurado, em desespero por me capturar, sabe-se lá o que fariam comigo. Armamento pesado, uma bomba arremessada explode. Meus ouvidos ficam mudos. Um branco total, não era o fim, mas o despertar de um pesadelo.

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