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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Catarse Já

 
Tiroteios, bombas, gás lacrimogêneo, escudos em mãos postos em uma postura ofensiva, numa formação de guerra contra o grito da democracia, sendo ridicularizada por alguns que não diferem paz de violência. Num cenário como este, inocentes ou não, todos somos atingidos. O que estaria fazendo a polícia se não sua obrigação de manter a ordem promovendo uma onda de violência como em uma guerra. Seriam eles displicentes? Não me parece procedente.

Do outro lado os baderneiros infiltrados em um movimento que tem como estrutura uma reivindicação legítima, mas com a paz no topo da pirâmide, vê sua popularidade arranhada por uma minoria causadora de estardalhaços. Os infiltrados aproveitam-se da vulnerabilidade criada em decorrência dos movimentos revolucionários e fomentam a desordem. A falta de uma liderança faz com que reflitamos sobre a responsabilidade de quem os reuniu em um único lugar. Não se trata de culpa, trata-se de aproveitadores.

Parece claro para todos que as motivações que levaram mais de 100 mil pessoas às ruas, em junho de 2013, mas para o governo isso precisa, ainda, ser esclarecido. Talvez não tenham conhecimento da situação atual do transporte público, da saúde, da educação, da segurança e tantos outros setores da sociedade. Não se trata apenas do valor que pagamos por esses serviços, que figura a lista dos mais caros do mundo, mas principalmente pela qualidade que praticamente não existe em quase qualquer setor ligado ao governo. Para onde vão todos os impostos pagos pela população?

Também não se trata de uma questão de partidos políticos, todos são procrastinadores profissionais e têm sempre foco na autopromoção. Sabemos onde isso termina e o governo contemporâneo tem a fórmula perfeita para se safar desta situação e dar a volta por cima. Criam formas de fidelizar o povo brasileiro com programas como o bolsa família (é evidente que o programa ajuda milhares de pessoa pelo mundo, o que está sendo posto em cheque é a eficiência do mesmo, o programa poderia exigir que os alunos inscritos tivessem não apenas frequência nas escolas, mas principalmente uma média bimestral de “8” nas escolas), esses programas criam nas pessoas o medo de eleger outro partido, isso ficou mais claro ainda quando houve uma especulação referente ao cancelamento do bolsa família e todos correram para as agencias bancárias sacar o dinheiro. Também há pesquisas que mostram que os níveis de aprovação do PT são maiores nas regiões do Brasil que dependem mais desses programas.

Quanto mais dependentes do governos as pessoas estiverem, menor são as chances do mesmo deixar o poder.

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