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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Quem Decide

Eles é quem decidem, quando terminam é o fim. Quem lhes outorgou esse poder, por que não somos nós quem decidimos ou por que não há um comum acordo. Chegam como quem não quer nada, nos conquistam apenas para conseguir o que tanto querem. Somos cúmplices de um crime sexual. Quando questionamos não somos ouvidas, na queda de braço perdemos feio.

Uma revolução já foi proclamada, mas de revolucionária não tem nada. No fundo, todas nós não temos opção. Opressão ao longo de séculos faz-nos coniventes ou meras vítimas. Não podemos ter prazer, não podemos nos mostrar, não podemos decidir quando termina. Somos escravas, insignificantes, objeto sexual, uma ferramenta para a procriação, uma funcionária dedicada que não tem bonificação.

Talvez seja tarde para debater, entretanto, não me cabe mais aceitar. Eles são arrogantes e hostis; acreditam que sabem do que gostamos, mas estão longe de saber. Fazem o que fazem e se viram para dormir. Só nos resta buscar alento em um vibrador ao som de um ronco, daquele que um dia foi o escolhido.

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