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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Comércio da Fome

Há comprados que se vendem barato,
há vendidos que cobram um preço,
barganhas que valem dinheiros, luxúria,
riqueza e poder, egos adereços e fitas.
Renegam a fome por lucro.

Enquanto uns comem à mesa, outros reviram
os lixos. Bebem do esgoto, com dentes podres,
cabelos sujos, barrigas vazias. Lepra, virose,
diarreia, vermes, dor.

O preço: cartão, cheque, dinheiro.
O preço: Escravos trabalham por nós.
Todos culpados, julgados, sentenças.

Sede, água...
Ajuda não há. Olhos ao céu.
Fogo, calor.

Há comprados que se vendem barato,
há vendidos que de vítima não têm nada.

Um comentário:

Lucas vieira da silva disse...

Texto interessante.
O ser humano que é falho e corruptível, que permite até hoje que essas coisas aconteçam. E a cada dia vai piorando mais. Ganância, luxúria, inveja, gula, avareza, ira, etc. Desde o príncipio, estas (e outras) coisas, fazem a humanidade decair.
Mas, mesmo assim, ainda há esperança.