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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Deveras

Imputa-me a verdade,
a haurir até a mais profunda de suas camadas.
Perniciosa, tinhosa ou quem sabe egoica.
Numa medida desmedida,
congênita ou fortuita.
Miscível com a realidade,
a grandeza de sua estrutura está justamente em sua necessidade.

Pleiteie-me a verdade.
Argumente em prol das vicissitudes.
Diga que é uma minuta,
e termine tudo em uma pândega.
Dê-me sentido,
pois a verdade mais verossímil, 
não faz sentido algum para alguém que caiu nas fissuras do niilismo.

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