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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Palavras Não Vão Mudar o Mundo


Palavras não vão mudar o mundo.
Elas podem nos sensibilizar nos fazer refletir e muitas vezes nos fazer perder tempo, mas não mudam o mundo.

Todos sabem, em pleno século XXI ainda há fome no mundo. Empresas gigantescas destroem o meio ambiente na tentativa de auferirem mais lucros. É o preço do comércio, do capitalismo. O preço que apenas as almas pobres e miseráveis pagam. Enquanto isso, desperdiçamos o que para outros seria luxo. Como resolver a fome se problemas de convivência ainda existem. Nos dias de hoje se fala em racismo, xenofobia e homofobia. Parece que o amor é um sentimento incômodo para alguns e impossível de ser sentido para outros. Parece que nunca vamos aprender a jogar lixo no lixo ou que fumar é desperdício de dinheiro.

Não é novidade, todos os anos milhões de cães são abandonados como um objeto qualquer. O que houve com o amor? O que houve com os pensamentos revolucionários que temos quando crianças. Parece que quando nos tornamos adultos nos perdemos da verdadeira essência da vida. Seríamos, hoje, admirados pela criança que fomos um dia? Será que um dia nos livraremos das máscaras e enfrentaremos a realidade de frente.

Malala, uma menina, aos 15 anos enfrentou o Talibã, um movimento fundamentalista islâmico. Foi quase morta defendendo seus princípios. Ainda jovem, mas com uma coragem de anos de repressão: à mulher; à evolução; à educação; ao livre arbítrio; à liberdade... E isso me faz pensar que estamos em desacordo, enquanto “Malalas” morrem no Paquistão para garantir direitos à educação e o direito das mulheres, outros não dão valor ao que têm e fazem da escola um palco para palhaçadas, vandalismo e perda de tempo. Mas por que “Malalas” vão à escola sabendo do risco que correm? Elas acreditam. Elas sabem o valor que o conhecimento tem, sabem que esse é o caminho para se mudar o mundo. Mas essa arbitrária “razão”, daqueles que não sabem o que é educação, é constituinte da nossa civilização; a preocupação com os esportes sempre será maior do que com os doentes e necessitados. Fechar os olhos para as injustiças é mais fácil. Na realidade, poucos se incomodam com o fato de animais serem mortos para satisfazer nossa fome, eu me incomodo. Incomodo-me com o fato de religiosos enganarem mentes fracas em prol de poder e controle. Incomodo-me com a corrupção latente do ser humano, da sua maldade quase nata.

Não acredito mais em palavras. Não acredito mais em promessas, mas ainda acredito em pessoas. Pessoas mudam o mundo e para isso cada um deve arrumar sua própria cama. Não vou fazê-los perder mais tempo, porque palavras não mudam o mundo, ações sim.