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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Atemporal

Na relatividade do tempo, esperar é inevitável. As mulheres esperam por seus bebês, os homens pela puberdade, as crianças esperam sempre que alguém lhes dê atenção. Os que não esperam ou são esperados ou fazem esperar.

Esperamos... Toda semana pela sexta. Todo ano pelas férias. Toda vida pela felicidade. E depois de tanto tempo esperando, até mesmo quando nem sabemos o quê, finalmente nos aposentamos e de alguma forma nos livramos das amarras. Sentimos pela primeira vez a brisa da liberdade como um sopro de vida. Mas estamos tão condicionados que ansiamos pela espera e sentimo-nos vazios por não ter pelo que esperar e pela primeira vez ter tempo se torna um problema.

A única forma de sair dessa ironia temporal é continuar esperando, até não poder mais. Porque nem sempre encontramos o que procuramos, nem sempre o que procuramos nos faz feliz e o tempo se mostra mais uma vez indecifrável. Mas enquanto se tem pelo que esperar, haverá uma luz no fim do túnel.

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