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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Chiclete Mascado

Rasgaram-me a pele,
Tiraram-me a dignidade.
E só sobrou o que sou.

Transportaram-me por uma navegação;
Acorrentaram-me os pés e as mãos.
Não sou bicho! Eu sou homem.

Cuspiram-me na cara.
Deram-me comida estragada.
E por sobrevivência, eu comi.

Tiraram-me o que mais amava.
E o fizeram com prazer.
O que sou é reflexo do que sofri.

Fui capacho, mas sou macho.
Liberdade!
Nunca houve privacidade.

E nos dias de hoje, preciso lembrar;
Que um dia fui gado.
Pior que um chiclete mascado.

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