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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Neutro

Vivemos num mundo onde deve-se ser neutro. A felicidade incomoda e os odiadores de tudo são implacáveis com quem não se atenta. Alguns não percebem, mas a dor gera mais assunto que o amor. Que mundo é esse em que se têm valores invertidos e gente se divertindo com o choro alheio. Que mundo é esse em que o diferente é facilmente julgado como ruim. Parece mais fácil tirar conclusões precipitadas ao invés de analisar e decidir pelo melhor. Será preguiça ou falta de interesse... É impossível não ser vítima das crenças alheias; como se tivéssemos que engolir “verdades” infundadas. A moral, deturpada pela religião, usurpada pelos seguidores dos deuses. Briga-se tanto em prol dos bons princípios e se esquecem de entender o que são esses bons princípios. Na era digital matar é uma prática frequente; Mata-se socialmente, mata-se a autoestima, mata-se a imagem e não se da importância a isso. O anonimato encoraja os covardes e os impropérios escondem um ser humano frustrado, infeliz e amargo. Vivemos num mundo onde deve-se ser neutro ou ser forte o bastante para aguentar o tranco.

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