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quarta-feira, 23 de março de 2016

Desprezo

Seu desprezo pela minha carne excitava-me.
Consumia-me como um felino à sua presa.
Ignorava-me por completo.
Partira-me com seu desejo.
Lançava-me ao teto.
Tocava-me o rosto... O corpo.
Atraíra-se por minhas imperfeições.
Molhava-me com sua língua.
Adoro sua saliva!
Em mim, assim...
Lambia-me como um cão ao seu osso.
E dizia coisas indizíveis.
Batia-me!
Jogava-me!
Sufocava-me!
Deixava-me em ponto de morte.
Que sorte!
Seu tratante,
Matou-me de prazer.
Com seu desprezo pelo meu ser.

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