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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Carnal

Aos pudicos, meu pouco sincero perdão.
Não que eu não curta uma paixão,
Mas o meu negócio é uma perdição;
Um toque firme, um chupão...
Pode até rolar um pegar na mão,
Mas com ela pode se fazer muito mais.
Não que eu não curta um olhar indecente,
Mas o sexo é carnal, pulsa.
O que vem antes é criatividade, é banal.
Somos palpáveis, gostamos de contato,
Mesmo que sem orgasmos.
Beijo no rosto é cumprimento de decoro;
À santa pudicícia; À moral social.
Melhor uma mordida no lábio,
Um apertão.
Com um, dois, três... Por que não?

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