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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Arromântico

Não sou do tipo que odeia o amor,
Mas que acredita não ser pra mim.
Não que haja além de pessimismo,
Não que haja além de projetismos.
Eu amo!
Já tive muitas paixões...
Do elevador,
Da escola,
Do ponto do ônibus,
Do trem e até a do mercado.
Sou fácil de me apegar e difícil de admitir,
De dar ao outro esse poder.
Me entregar assim, de bandeja.
Todos esses amores não vingaram
E acredite; eles não se encerraram,
Porque quando eu gosto não é móvel, é fixo.
Eu sinto e eu não desisto, eu insisto e persisto;
Resisto ao máximo e um dia eu encaro a verdade.
Não amo ninguém como me amam,
Talvez por uma incapacidade nata
Ou uma opção acovardada para evitar a dor.
Mas o amor é lindo,
Quase tangível de tão denso, de tão intenso...
Às vezes eu penso, serei eu capaz de amar.

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