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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Armário

Sufocado.
No escuro.
Sem perspectivas;
Sem vida.
Assim é o armário.
Uma junção de conceitos,
Preceitos e medos.
Sofrimento!
Uma dor tão profunda
Que tende a latejar a
Todo instante.
Ignoramos...
Mas ela insiste.
Cada célula do seu corpo
Pede por liberdade.
E cada vez que nos enganamos
Enfiamo-nos mais pra dentro dele.
Ele nos dá a ilusão de conforto.
Uma rarefeita estabilidade.
Dia e noite escondemo-nos;
Como se ocultar não fosse
Mentir indiretamente.
Temos medo!
E sofremos por antecipação.
O medo da não aceitação.
Um dia chegamos ao basta.
Saltamos!
E de fora do armário podemos respirar.
Um alívio mais que profundo,
Um novo mundo.
Sonhamos acordados.
Uma catarse.
É estranho, porque pela
Primeira vez, não há
O que se ocultar.

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